Quando uma paciente chega ao meu consultório com um diagnóstico de câncer de mama, ela traz consigo muito mais do que um laudo. Traz medo, dúvidas, perguntas que ainda não sabe formular. E é exatamente aí que começa o meu trabalho: entender onde ela está, o que ela precisa entender e como vamos, juntas, construir o caminho do tratamento.
Câncer de mama é minha principal área de atuação. Tenho certificação internacional pela European School of Oncology e Ulm University, na Alemanha, mais de 15 anos de experiência clínica e um doutorado no Hospital Sírio-Libanês sobre ansiedade e câncer de mama. Não por acaso: acredito que cuidar bem desta doença exige domínio técnico e atenção ao que a paciente vive por dentro.
Ter certificação internacional significa que fui avaliada por padrões exigentes sobre diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Mas o que isso representa para você, na prática?
Significa que conheço profundamente os diferentes tipos de tumor de mama, seus comportamentos e as opções terapêuticas disponíveis hoje no mundo. Significa que me mantenho atualizada com os estudos mais recentes e que aplico, no consultório, o que há de mais moderno em termos de tratamento: desde a quimioterapia convencional até a medicina de precisão e a imunoterapia.
E significa, também, que fui além da clínica. Meu doutorado investigou como a ansiedade interfere na adesão e nos resultados do tratamento em pacientes com câncer de mama. Esse olhar científico para o impacto emocional da doença mudou a forma como conduzo cada consulta.
O tratamento do câncer de mama não começa na quimioterapia e não termina na última sessão. É um percurso com fases distintas, cada uma com suas próprias demandas. Organizo esse cuidado em três etapas:
O momento do diagnóstico é, muitas vezes, o mais difícil. Aqui, o foco está em entender o tipo de tumor, estabelecer o plano terapêutico e preparar a paciente para o que vem pela frente, com informação clara e sem omissões.
SAIBA MAISCada modalidade de tratamento tem seus desafios. Acompanho de perto a evolução clínica, o manejo dos efeitos colaterais e o estado emocional ao longo de todo o percurso, com disponibilidade real para dúvidas que surgem fora da consulta.
SAIBA MAISO fim do tratamento é um marco importante, mas não é o fim do acompanhamento. Questões como recidiva, menopausa induzida, saúde óssea e qualidade de vida continuam sendo parte da nossa conversa.
SAIBA MAISO plano terapêutico é sempre individualizado, mas as principais modalidades que utilizo no tratamento do câncer de mama são:
Uso de medicamentos que circulam pela corrente sanguínea para destruir células cancerosas.
SAIBA MAIS
Fortalecimento do sistema imunológico para que o próprio corpo combata o tumor.
SAIBA MAIS
Bloqueio da ação de hormônios que estimulam o crescimento de certos tipos de tumor de mama.
SAIBA MAIS
Uso do perfil genético da paciente e do tumor para personalizar o tratamento.
SAIBA MAIS
Medicamentos que agem diretamente nas características moleculares do tumor, com menos impacto nas células saudáveis.
SAIBA MAIS
Aplicação de radiação ionizante localizada para impedir a proliferação das células tumorais.
SAIBA MAIS
Avaliação da indicação e acompanhamento da remoção cirúrgica do tumor, com ou sem preservação da mama.
SAIBA MAISQualquer oncologista trata câncer de mama. O que me diferencia é a forma como faço isso.
Minha pesquisa de doutorado sobre ansiedade e câncer de mama me tornou muito mais atenta ao peso emocional que a doença carrega. Sei reconhecer quando uma paciente precisa de apoio além do tratamento clínico e sei como abordar isso de forma direta, sem minimizar o que ela sente.
Além disso, não encerro o cuidado com o fim da quimioterapia ou da radioterapia. O pós-tratamento tem suas próprias demandas e merece atenção médica consistente. Ofereço acompanhamento contínuo nessa fase, com foco em qualidade de vida, vigilância de recidiva e suporte às sequelas do tratamento.
E há algo que parece simples, mas faz diferença real: estou disponível. Meu WhatsApp é um canal direto para dúvidas genuínas, porque sei que as perguntas mais importantes surgem longe do consultório.
Os nódulos benignos são formações que não invadem outros tecidos e não se disseminam pelo corpo. O tumor maligno tem essa capacidade, o que é justamente o que o torna perigoso. Só o exame clínico e de imagem, seguido de biópsia quando necessário, permite distinguir um do outro com segurança.
As diretrizes variam, mas de forma geral recomendo que mulheres sem fatores de risco específicos iniciem a mamografia anual a partir dos 40 anos. Para quem tem histórico familiar de câncer de mama ou mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2, o rastreamento pode começar antes e ser feito com exames adicionais, como a ressonância magnética das mamas.
A dor mamária é um sintoma muito comum e, na maioria das vezes, não está relacionada ao câncer. O câncer de mama, especialmente nos estágios iniciais, costuma ser indolor. Por isso, a ausência de dor não deve ser interpretada como ausência de risco.
Sim, especialmente quando detectado precocemente. As taxas de cura nos estágios iniciais são altas, e mesmo em casos mais avançados, os tratamentos modernos permitem controle da doença com boa qualidade de vida por muitos anos.
Em muitos casos, sim. Mas essa é uma conversa que precisa acontecer antes do início do tratamento, pois algumas terapias podem afetar a fertilidade. Para mulheres que desejam ter filhos no futuro, existem estratégias de preservação de fertilidade que podem ser adotadas antes da quimioterapia.
É um subtipo de tumor de mama que não expressa receptores de estrogênio, progesterona nem HER2. Por isso, não responde à hormonioterapia nem às terapias anti-HER2. O tratamento costuma envolver quimioterapia e, cada vez mais, imunoterapia. É um subtipo que exige atenção especial e acompanhamento especializado.
Na mastectomia, toda a mama é removida. Na quadrantectomia, ou cirurgia conservadora, apenas o tumor e uma margem de tecido ao redor são retirados. A escolha entre uma e outra depende do tamanho e localização do tumor, do tipo de câncer e do desejo da paciente, e é sempre discutida com cuidado antes de qualquer decisão.