Quando a cirurgia oncológica pode ser indicada?
A cirurgia oncológica pode ter intenção curativa quando não houve metástase, ou seja, quando o tumor não se espalhou. Porém, muitas vezes, só se confirma se houve metástase ou não no momento da cirurgia. É comum durante a remoção de um tumor a retirada também dos linfonodos mais próximos, para ver se houve disseminação cancerígena para eles. Diante da confirmação de presença de material tumoral nestes linfonodos, diagnostica-se a metástase e são aplicadas as terapias adjuvantes.
Em outros casos, já com a metástase confirmada, pode-se recorrer à cirurgia oncológica para reduzir o tamanho do câncer, com o enfoque em potencializar o efeito da quimioterapia ou radioterapia. Também pode ser aplicada para aliviar sintomas de regiões obstruídas ou comprimidas.
A remissão completa por cirurgia de tumores que se espalharam é pouco viável, devido à dificuldade de encontrar todos os focos de câncer. As áreas que permanecem continuam a crescer, sendo necessário fazer uso de terapias sistêmicas (quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, terapia alvo-molecular).
Destacamos que a cirurgia oncológica não pode ser aplicada no tratamento de todo tipo de tumor. Há casos em que o tumor se desenvolve em um local no qual o acesso é extremamente difícil, ou ele pode afetar um órgão bastante necessário, ou a operação prejudicaria a funcionalidade de uma região crucial. Assim, a cirurgia oncológica não é recomendada para todos os casos.
Avaliação para cirurgia oncológica com oncologista clínica
A Dra. Anezka Ferrari atua como oncologista clínica em São Paulo e participa da avaliação do diagnóstico, revisão de exames e planejamento do tratamento oncológico. Quando há possibilidade de cirurgia oncológica, a paciente é orientada sobre os próximos passos e encaminhada para a equipe cirúrgica adequada.
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