Sou oncologista clínica há mais de 15 anos, com foco em câncer de mama.
Escolhi essa especialidade por acreditar que cuidar de alguém com câncer não se resume a acertar o protocolo. Envolve escuta, clareza e presença em cada etapa, e é isso que levo para cada consulta.
Se você chegou até aqui, provavelmente está atravessando um momento difícil. O meu trabalho começa exatamente aí: em entender o que você está vivendo e ajudá-la a atravessar esse caminho com o máximo de informação, cuidado e qualidade de vida.
Se você está aqui, provavelmente está enfrentando um momento difícil. Quero que saiba que meu trabalho começa exatamente aí: em entender o que você está vivendo e ajudá-la a atravessar esse caminho com o máximo de informação, cuidado e qualidade de vida.
Meu doutorado, no Hospital Sírio-Libanês, investigou algo que eu via toda semana no consultório e quase não encontrava nos livros: a ansiedade de esperar o resultado de um exame.
Não é um tema acadêmico distante da prática clínica. É o contrário. O estado emocional da paciente influencia a adesão ao tratamento, a tolerância aos efeitos colaterais e a qualidade de vida, coisas que fazem diferença real no cuidado.
Estudar isso de forma rigorosa mudou a maneira como conduzo as consultas. Hoje, pergunto ativamente sobre o sofrimento emocional, combino com a paciente como e quando cada resultado vai chegar, e trato o medo como parte do que precisa ser cuidado, não como assunto para depois.
Se você quiser se aprofundar, a minha tese de doutorado está disponível na íntegra. É um texto acadêmico e denso, mas fica aqui, aberto, para quem tiver interesse em ler.
Ao longo dos anos, percebi que a forma como o médico se comunica e acompanha influencia diretamente o resultado do tratamento. Por isso construí uma forma de trabalhar que não se resume ao diagnóstico e à prescrição. São quatro compromissos que guiam cada consulta.
A medicina tem muitos termos técnicos, e eu sei disso. Meu compromisso é que você saia da consulta entendendo: o que foi encontrado, quais são as opções, o que cada etapa significa e o que esperar do processo. Sem jargão desnecessário e sem resposta vaga. É a mesma clareza que eu levo para os vídeos e artigos que publica.
Dúvidas não têm horário marcado. Um efeito colateral que apareceu no fim de semana, um resultado que chegou antes do retorno, uma dúvida sobre um remédio novo: essas coisas não esperam. Existe um canal de contato com a minha equipe para que a sua pergunta chegue e seja respondida.
Nenhuma paciente é igual à outra, mesmo com o mesmo diagnóstico. Levo em conta o seu quadro clínico, o momento que você está vivendo e o que você espera da sua vida durante e depois do tratamento. A decisão é discutida, não comunicada.
Tratar o câncer não pode significar ignorar tudo o mais. Qualidade de vida, saúde mental, alterações hormonais, menopausa induzida pelo tratamento, saúde sexual: tudo isso entra na conversa. Eu quero que você viva bem, não apenas que você se cure.
Procurar outro oncologista não é desconfiar de quem está te tratando. É uma atitude legítima, comum, e que médico nenhum deveria levar para o lado pessoal.
Se você quer entender melhor o plano que te propuseram, saber se existem outras opções ou simplesmente ouvir a mesma coisa de outra pessoa para se sentir mais segura, me procure. Você não precisa trocar de médico para isso, e ela diz com clareza quando concorda com a conduta que já foi indicada.
Atendo em consultório particular na Consolação, no Hospital Santa Paula e por teleconsulta para todo o Brasil.
Dra. Anezka Ferrari · Oncologista Clínica · CRM/SP 124895 · RQE 121013