Iniciar o tratamento oncológico é entrar em um período que exige muito: física e emocionalmente. Há dias mais fáceis e dias em que o cansaço, os efeitos colaterais ou a incerteza pesam mais. Meu papel não é só prescrever o protocolo certo e esperar o próximo retorno. É estar presente ao longo de todo esse percurso, acompanhar de perto como você está respondendo e ajustar o que for necessário.

Você tem acesso direto a mim

Dúvidas não esperam a próxima consulta marcada. Uma reação diferente, um efeito colateral que surgiu no fim de semana, uma informação que você leu e não sabe se se aplica ao seu caso: essas situações têm um canal direto.

Minha pacientes têm acesso ao meu WhatsApp para questões que surgem entre as consultas. Não é uma promessa vaga de “estou disponível”: é um contato real, usado quando a situação pede. Esse acesso direto é um dos aspectos que mais faz diferença no dia a dia de quem está em tratamento, porque tira a sensação de ficar à deriva entre um retorno e outro.

Cuidando dos efeitos do tratamento

Efeitos colaterais fazem parte do tratamento em maior ou menor grau, dependendo do protocolo e do perfil de cada paciente. A maioria é manejável quando acompanhada de perto. Não minimizo o que você está sentindo, mas também não deixo que os efeitos colaterais fiquem sem resposta.

Náuseas, fadiga, alterações na pele, queda de cabelo, dores articulares, alterações de humor: todos esses sintomas têm abordagens específicas e podem ser tratados ou amenizados com os recursos certos no momento certo.

Nutrição adequada

A alimentação durante o tratamento oncológico tem impacto direto na tolerância aos efeitos colaterais e na recuperação entre os ciclos. Oriento sobre ajustes alimentares conforme o protocolo em uso e, quando necessário, encaminho para nutricionista especializada em oncologia para um acompanhamento mais detalhado.

Atividade física segura

Manter algum nível de atividade física durante o tratamento, dentro dos limites de cada momento, está associado a menor fadiga, melhor humor e melhor tolerância ao tratamento. Não é sobre performance: é sobre manter o corpo ativo de forma segura e adaptada à fase em que você está.

Suporte emocional e psicológico

O impacto emocional do diagnóstico e do tratamento é real e merece atenção clínica. Quando identifico sinais de ansiedade intensa, depressão ou dificuldade de adesão ao tratamento por questões emocionais, encaminho para acompanhamento psicológico especializado em oncologia. Cuidar da saúde mental durante esse período não é opcional: faz parte do tratamento.

Coordenação de cuidados

O tratamento oncológico raramente é conduzido por uma única pessoa. Dependendo do caso, envolve cirurgião oncológico, radioterapeuta, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e outros especialistas. Meu papel é coordenar esse cuidado: garantir que cada profissional envolvido tenha as informações necessárias, que as etapas do tratamento se integrem bem e que você não fique no meio de comunicações desencontradas tentando conectar os pontos sozinha.

Você tem uma médica responsável pelo plano. Os demais especialistas entram como parte de uma equipe organizada em torno do seu caso.

Teleconsulta durante o tratamento

Nem toda consulta de acompanhamento precisa ser presencial. Revisão de exames, avaliação de efeitos colaterais sem necessidade de exame físico e ajustes de medicação de suporte podem ser feitos por teleconsulta, poupando o deslocamento em dias em que você já está mais cansada.

Oferecemos essa flexibilidade como parte do acompanhamento, especialmente para pacientes de outras cidades que estão em tratamento local mas mantêm o acompanhamento oncológico comigo à distância.