O que fazer quando nós recebemos (ou alguém que amamos recebe) um diagnóstico de câncer de mama?
Postado em: 14/11/2025

Receber um diagnóstico de câncer de mama é um momento muito desafiador. O medo, a insegurança e a avalanche de dúvidas costumam surgir de forma intensa. Mas é importante lembrar: quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama tem altas chances de cura.
Neste artigo, a Dra. Anezka, médica oncologista clínica com mais de 15 anos de experiência e sólida formação pela Faculdade de Medicina da USP, orienta o passo a passo o que fazer diante da suspeita ou confirmação do câncer de mama!
Como agir após o diagnóstico de câncer de mama?
1. Procure o especialista certo
O primeiro passo é buscar um mastologista ou um oncologista clínico com experiência no diagnóstico e no tratamento do câncer de mama.
Esses profissionais são capacitados para conduzir a investigação com segurança, acolhimento e precisão.
Na clínica da Dra. Anezka, o cuidado é individualizado desde o primeiro atendimento — mesmo que o diagnóstico ainda não tenha sido confirmado.
2. Confirmação com biópsia
Exames como mamografia e ultrassom das mamas podem levantar suspeitas, mas a confirmação só acontece após a biópsia da lesão.
O material retirado é analisado em laboratório para definir com exatidão se há um tumor maligno.
3. Entender o tipo do tumor
O câncer de mama tem diferentes características. Um exame chamado imuno-histoquímica ajuda a classificar o tumor, revelando se ele é:
- Hormônio-dependente;
- HER2 positivo;
- Triplo negativo, entre outros.
Essa classificação é essencial para escolher o tratamento mais eficaz, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e medicina de precisão.
4. Exames de estadiamento
Após a confirmação, é necessário realizar exames de imagem (como tomografias, cintilografias ou PET-CT) para verificar se o câncer está restrito à mama ou se atingiu outras áreas do corpo.
Esse processo é chamado de estadiamento e é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.
5. Tratamento com equipe multidisciplinar
O tratamento do câncer de mama deve ser feito por uma equipe integrada, com mastologista e oncologista clínico.
Além disso, outros profissionais também podem fazer toda a diferença, como radiologista, radioterapeuta, patologista, psicólogo, nutricionista e enfermeiros, entre outros.
Na prática, essa abordagem garante que o paciente receba o cuidado mais completo e humano possível.
6. Rede de apoio emocional
Ter o apoio de familiares e amigos faz toda a diferença. O paciente precisa de:
- Presença;
- Escuta sem julgamentos;
- Respeito ao seu tempo;
- Acompanhamento às consultas.
Levar um acompanhante às consultas ajuda a entender melhor o tratamento e registrar as orientações médicas.
Dúvidas frequentes
1. O que é imuno-histoquímica e por que ela é importante?
É um exame feito através da biópsia para identificar as características do tumor. Ele mostra, por exemplo, se o câncer é sensível a hormônios ou a medicamentos específicos. Essa informação é fundamental para definir o tratamento mais eficaz.
2. É necessário ter o diagnóstico confirmado para consultar um oncologista?
Não. A avaliação pode (e deve) ser feita também diante de uma suspeita de câncer. Quanto mais cedo se inicia a investigação, maiores são as chances de um tratamento curativo.
3. Quais são os principais tipos de tratamento para o câncer de mama?
Depende do tipo e estágio do tumor, mas os mais comuns são:
- Cirurgia;
- Quimioterapia;
- Hormonioterapia;
- Radioterapia;
- Imunoterapia;
- Terapia-alvo molecular;
- Medicina de precisão com testes genéticos e moleculares.
Também pode ser necessária a cirurgia oncológica e/ou a radioterapia, após avaliação médica.
4. Homens também podem ter câncer de mama?
Sim, apesar de mais raro. Homens com alterações mamárias também devem ser avaliados por um especialista.
5. Receber um diagnóstico de câncer significa que terei que fazer quimioterapia?
Nem sempre. O tratamento é personalizado e depende de diversos fatores, como o tipo e estágio do tumor, idade do paciente, presença de receptores hormonais e características biológicas da doença.
6. O câncer de mama sempre aparece como um nódulo?
Não. Apesar de o nódulo palpável ser um sinal comum, o câncer de mama também pode se manifestar de outras formas, como alterações na pele, secreção pelo mamilo, inchaço, vermelhidão ou alterações em exames de imagem antes mesmo de qualquer outro sintoma. Por isso, os exames de rotina são fundamentais para o diagnóstico precoce, mesmo sem sinais visíveis ou palpáveis.
7. Quais exames posso precisar fazer após a biópsia?
Após a confirmação do câncer pela biópsia, exames de estadiamento são solicitados para avaliar a extensão da doença. Esses exames ajudam a determinar se o tumor está localizado ou se houve disseminação (metástase), o que orienta a escolha do melhor tratamento.
8. A Dra. Anezka também acompanha casos de câncer que já passaram por cirurgia?
Sim. Após cirurgia o acompanhamento com oncologista clínico é essencial para avaliar a necessidade de tratamentos complementares (como quimioterapia, hormonioterapia ou imunoterapia) e fazer o seguimento a longo prazo, monitorando o risco de recidiva.
9. Como a medicina de precisão pode ajudar no tratamento do câncer de mama?
A medicina de precisão utiliza testes genéticos e moleculares para identificar mutações específicas do tumor. Ela é indicado em alguns casos, em geral quando temos o diagnóstico de uma doença mais avançada, já metastática. Com essas informações, é possível indicar drogas-alvo altamente eficazes e, em alguns casos, evitar tratamentos mais agressivos.
10. Como agendar uma consulta com a Dra. Anezka Ferrari?
Você pode entrar em contato pelo WhatsApp para agendar sua avaliação nas unidades de Vila Olímpia ou Consolação – SP.
Não espere o quadro avançar para buscar ajuda. Em casos de suspeita ou confirmação de câncer de mama, contar com os profissionais certos faz toda a diferença.
Entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Anezka para um olhar especializado, mas também humano, respeitoso e acolhedor!
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