Imunoterapia: como funciona no tratamento do câncer?

Postado em: 26/01/2026

Tratamento de Imunoterapia

Se você ouviu falar sobre imunoterapia pela primeira vez durante a consulta, é normal ter dúvidas. Apesar do nome parecer complexo, o conceito é mais simples do que parece: trata-se de um tratamento que ajuda o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerosas.

Neste conteúdo, você vai entender como a imunoterapia funciona, como são feitas as sessões, quanto tempo o tratamento pode durar e quais efeitos podem surgir ao longo do processo.

O que é imunoterapia e por que ela é diferente da quimioterapia?

A imunoterapia é uma abordagem diferente da quimioterapia tradicional. Enquanto a quimioterapia age diretamente nas células tumorais para destruí-las ou impedir sua multiplicação, a imunoterapia atua estimulando o sistema imunológico para que ele identifique e ataque o câncer.

De forma simples: a quimioterapia combate o tumor diretamente; a imunoterapia ajuda o organismo a fazer isso. Essa diferença no mecanismo de ação também explica por que os efeitos colaterais costumam ser diferentes entre os dois tratamentos.

Imunoterapia: como funciona no organismo?

O sistema imunológico consegue identificar células anormais naturalmente. O problema é que algumas células cancerosas desenvolvem mecanismos para “enganar” o organismo e escapar dessa vigilância.

A imunoterapia atua justamente para interromper esse processo.

Na prática, funciona assim:

  • O tumor envia sinais que dificultam o reconhecimento pelas células de defesa;
  • Alguns medicamentos bloqueiam essa “camuflagem” do câncer;
  • Com isso, o sistema imunológico consegue identificar e atacar as células tumorais.

Existem diferentes formas de estimular essa resposta imunológica. Entre as principais estão os anticorpos monoclonais e a terapia celular.

O papel dos anticorpos monoclonais

Os anticorpos monoclonais são proteínas produzidas em laboratório para reconhecer estruturas específicas presentes nas células cancerosas.

Ao se ligarem ao tumor, ajudam o sistema imunológico a identificar e combater essas células com mais eficiência. Hoje, essa é uma das formas de imunoterapia mais utilizadas em diferentes tipos de câncer.

O que é terapia celular, como a CAR-T?

A terapia celular, incluindo a CAR-T, é uma estratégia mais complexa. Nesse tratamento, células de defesa do próprio paciente são coletadas e modificadas em laboratório para aumentar a capacidade de combater o câncer.

Depois disso, essas células são reinfundidas no organismo.

Esse tipo de tratamento é indicado apenas em situações específicas e depende de avaliação médica individualizada.

Como é feita a imunoterapia na prática?

Na maioria dos casos, a imunoterapia é administrada por infusão intravenosa em hospitais ou clínicas oncológicas.

Durante a sessão, o medicamento é aplicado diretamente na veia enquanto o paciente permanece em observação.

Alguns pontos importantes sobre o tratamento:

  • As sessões costumam durar algumas horas;
  • A frequência pode variar entre 2, 3 ou 4 semanas;
  • O intervalo entre aplicações faz parte da estratégia terapêutica;
  • O tratamento é individualizado conforme o tipo de tumor e a resposta do paciente.

A definição do protocolo depende sempre da avaliação do oncologista.

Quanto tempo dura o tratamento com imunoterapia?

A duração do tratamento varia conforme o tipo de câncer, estágio da doença e resposta do organismo.

Alguns pacientes permanecem em tratamento por alguns meses. Outros podem precisar de acompanhamento por períodos mais longos.

Ao longo desse processo, o oncologista realiza reavaliações periódicas com exames de imagem e laboratoriais para acompanhar os resultados e ajustar o tratamento quando necessário.

Quais efeitos podem acontecer durante a imunoterapia?

Como a imunoterapia atua diretamente no sistema imunológico, os efeitos colaterais costumam ser diferentes dos observados na quimioterapia.

Os efeitos mais comuns incluem:

  • Fadiga;
  • Alterações na pele, como vermelhidão, coceira ou ressecamento;
  • Reações inflamatórias em alguns órgãos, causadas pela ativação do sistema imunológico.

Na maioria dos casos, esses efeitos podem ser controlados com acompanhamento adequado.

Por isso, qualquer sintoma novo deve ser comunicado à equipe médica, mesmo que pareça leve.

FAQ — Perguntas Frequentes

Imunoterapia causa queda de cabelo?

Não. A queda de cabelo não costuma ser um efeito típico da imunoterapia. Porém, quando ela é combinada com a quimioterapia, esse efeito pode acontecer.

Todo paciente com câncer pode fazer imunoterapia?

Não. A indicação depende do tipo de tumor, das características biológicas do câncer e da avaliação clínica individualizada. Nem todos os tumores respondem à imunoterapia.

Como saber se a imunoterapia está funcionando?

A resposta ao tratamento é acompanhada por exames de imagem, exames laboratoriais e consultas periódicas. O oncologista avalia continuamente a evolução do quadro para entender como o organismo está respondendo.

Converse com uma oncologista clínica sobre o seu caso

Entender como a imunoterapia funciona ajuda a reduzir dúvidas e inseguranças sobre o tratamento. Mas a definição da melhor estratégia depende sempre de uma avaliação completa.

Se você recebeu indicação de imunoterapia ou quer entender se esse tratamento faz sentido para o seu caso, converse com uma oncologista clínica para esclarecer suas dúvidas e entender quais são as possibilidades terapêuticas. Agende uma consulta ou teleconsulta coma Dra. Anezka Ferrari.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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