Tipos de imunoterapia: conheça as opções de tratamento contra o câncer

Postado em: 21/01/2026

Tipos de imunoterapia entendendo suas opções

Receber um diagnóstico de câncer ou ouvir pela primeira vez a palavra “imunoterapia” pode gerar muitas dúvidas. O que é, exatamente? Existe mais de um tipo? Para quem é indicada? Essas perguntas são completamente normais, e entender as opções disponíveis é um passo importante para se sentir mais seguro durante essa jornada.

Neste conteúdo, você vai conhecer os principais tipos de imunoterapia, entender de forma simples como cada um funciona e descobrir por que a indicação sempre depende de uma avaliação individualizada.

O que é imunoterapia e como ela ajuda no tratamento do câncer?

O nosso sistema imunológico é responsável por identificar e eliminar células que fazem mal ao organismo. No entanto, as células cancerosas desenvolvem mecanismos para se “camuflar” e escapar dessa vigilância natural.

A imunoterapia no tratamento do câncer atua justamente nesse ponto: ela potencializa ou redireciona as defesas do próprio organismo para que consigam reconhecer e combater as células tumorais com mais eficiência. Em vez de atacar o tumor diretamente (como faz a quimioterapia), a imunoterapia trabalha junto com o sistema imunológico.

Existem diferentes estratégias dentro desse campo, cada uma com um mecanismo específico. A escolha entre elas depende do tipo de câncer, do perfil do tumor e das características de cada paciente.

Quais são os principais tipos de imunoterapia?

Hoje, a oncologia conta com diferentes abordagens imunoterápicas. Veja as principais:

Inibidores de checkpoint (anti-PD-1, anti-PD-L1)

Algumas células tumorais “bloqueiam” a resposta imunológica ativando proteínas que funcionam como um freio no sistema de defesa. Os inibidores de checkpoint atuam removendo esse freio, permitindo que as células de defesa voltem a reconhecer e atacar o tumor.

  • Como funcionam: bloqueiam proteínas como PD-1 e PD-L1, que as células cancerosas usam para se proteger do sistema imunológico.
  • Onde são usados: câncer de pulmão, melanoma, bexiga, cabeça e pescoço e alguns subtipos de câncer de mama, entre outros.
  • Efeitos colaterais mais comuns: como atuam no sistema imunológico de forma mais ampla, podem causar reações autoimunes leves a moderadas, como inflamações em diferentes órgãos. O acompanhamento médico é essencial.

Anticorpos monoclonais e ADCs (como Enhertu e Trodelvy)

Os anticorpos monoclonais são proteínas desenvolvidas para se ligar a alvos específicos presentes nas células tumorais, sinalizando ao sistema imunológico que elas devem ser destruídas.

Uma evolução desse conceito são os ADCs (conjugados anticorpo-droga), como Enhertu e Trodelvy. Nesses casos, o anticorpo funciona como um “veículo” que transporta uma medicação potente diretamente até a célula tumoral, reduzindo o impacto sobre células saudáveis.

  • Como funcionam: identificam e se ligam a proteínas específicas do tumor, entregando o tratamento de forma direcionada.
  • Onde são usados: câncer de mama HER2 positivo e triplo negativo são exemplos de indicações já estabelecidas para os ADCs.
  • Efeitos colaterais mais comuns: variam conforme o medicamento, mas geralmente incluem náuseas, fadiga e alterações em exames de sangue, com manejo possível durante o tratamento.

Terapia celular CAR-T

A terapia CAR-T é uma das abordagens mais inovadoras dentro da imunoterapia. Nela, as próprias células de defesa do paciente (chamadas células T) são coletadas, modificadas em laboratório para reconhecer o tumor com precisão e, em seguida, reinfundidas no organismo.

  • Como funciona: as células T recebem um receptor artificial (CAR) que as direciona especificamente contra as células cancerosas.
  • Onde é usada: atualmente, tem uso mais consolidado em alguns cânceres hematológicos, como certos tipos de leucemia e linfoma.
  • Importante: é um tratamento altamente especializado, realizado em centros de referência com estrutura adequada para acompanhamento próximo.

Para quais tipos de câncer a imunoterapia pode ser indicada?

A imunoterapia já é parte do tratamento de diferentes tipos de câncer. Entre os mais comuns estão:

  • Câncer de pulmão
  • Melanoma
  • Câncer de rim
  • Câncer de bexiga
  • Alguns subtipos de câncer de mama (como triplo negativo e HER2 positivo)
  • Câncer de cabeça e pescoço

Vale reforçar: a indicação não depende apenas do tipo de câncer, mas também do perfil molecular do tumor, identificado por exames específicos. Nem todo paciente com um desses diagnósticos será candidato à imunoterapia.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns da imunoterapia?

Os efeitos colaterais da imunoterapia são diferentes dos associados à quimioterapia tradicional. Como o mecanismo de ação é distinto, o perfil de reações também muda.

Entre os efeitos mais frequentes estão:

  • Fadiga
  • Alterações de pele (coceira, vermelhidão)
  • Alterações hormonais (como na tireoide)
  • Inflamações leves em articulações ou outros órgãos

A maioria dessas reações é manejável com acompanhamento adequado. O monitoramento regular durante o tratamento é fundamental para identificar e tratar qualquer alteração de forma precoce.

Quando conversar com um oncologista sobre imunoterapia?

Se você recebeu um diagnóstico recente, está em acompanhamento ou tem dúvidas sobre as opções disponíveis para o seu caso, buscar uma avaliação especializada de um oncologista é o caminho mais seguro.

Pacientes que estão em progressão de doença ou que desejam entender se existem alternativas ao tratamento atual podem se beneficiar de considerações sobre novas abordagens. Isso é para garantir que todas as possibilidades estão sendo consideradas.

FAQ — Perguntas frequentes

Imunoterapia substitui a quimioterapia?

Nem sempre. Em alguns casos, a imunoterapia pode ser usada no lugar da quimioterapia. Em outros, os dois tratamentos são combinados para potencializar os resultados. A decisão depende do tipo e estágio do câncer.

Imunoterapia causa queda de cabelo?

Geralmente não. A queda de cabelo não é um efeito típico da imunoterapia, ao contrário do que ocorre com muitos esquemas de quimioterapia. Os efeitos colaterais têm um perfil diferente.

Todo paciente com câncer pode fazer imunoterapia?

Não. A indicação depende do tipo de tumor, de exames específicos que avaliam o perfil molecular do câncer e da avaliação clínica individual. Somente um oncologista pode determinar se essa é a abordagem mais adequada para cada caso.

Entenda qual é a melhor estratégia para o seu caso

Os tipos de imunoterapia disponíveis hoje representam um avanço significativo na oncologia. Inibidores de checkpoint, anticorpos monoclonais, ADCs e terapia CAR-T são estratégias distintas, com mecanismos, indicações e perfis de efeitos colaterais próprios.

O mais importante é saber que nenhuma dessas opções é universal: cada tratamento precisa ser avaliado com base nas características do tumor e no contexto clínico de cada pessoa. Se você quer entender se a imunoterapia é indicada para o seu caso, agende uma consulta.


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