Quando é indicada a imunoterapia no câncer de mama?

Postado em: 24/04/2025

A Imunoterapia tem se destacado como uma abordagem inovadora no tratamento do câncer de mama, estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais.

Quando é indicada a imunoterapia no câncer de mama

Atualmente, é indicada principalmente para pacientes com câncer de mama triplo-negativo, um subtipo mais agressivo e com menos opções terapêuticas. Estudos mostram que, quando combinada à quimioterapia, pode melhorar a resposta ao tratamento e aumentar a sobrevida, especialmente em tumores que expressam o marcador PD-L1.

Pesquisas continuam avançando para avaliar a imunoterapia em outros subtipos, como os tumores luminais e HER2-positivos. O objetivo é identificar quais pacientes podem se beneficiar e aprimorar combinações terapêuticas para tornar o tratamento mais eficaz e personalizado.

Se você quer entender melhor como a imunoterapia pode fazer parte do seu tratamento, continue a leitura!

O que é a imunoterapia?

A imunoterapia é um tratamento oncológico que estimula o sistema imunológico a identificar e atacar as células tumorais de forma mais eficaz. Diferente da quimioterapia, que age diretamente sobre o tumor, a imunoterapia fortalece as defesas naturais do organismo para combater o câncer.

No câncer de mama, essa abordagem tem se mostrado promissora, especialmente para pacientes com tumores triplo-negativos. Esse subtipo representa cerca de 15% dos casos e, por não responder bem aos tratamentos convencionais, tem na imunoterapia uma alternativa para melhorar a resposta ao tratamento e aumentar as chances de sobrevida.

Avanços recentes na imunoterapia para o câncer de mama

Nos últimos anos, os progressos na imunoterapia têm ampliado as possibilidades de tratamento do câncer de mama, oferecendo novas perspectivas para pacientes e especialistas.

  • Inibidores de checkpoint imunológico: esses medicamentos bloqueiam proteínas que dificultam a ação do sistema imunológico contra o câncer. No câncer de mama triplo-negativo, a imunoterapia associada à quimioterapia tem apresentado benefícios importantes, aumentando a resposta ao tratamento e a sobrevida das pacientes.
  • Vacinas terapêuticas contra o câncer: em fase de estudo para o câncer de mama, essas vacinas têm o objetivo de estimular o sistema imunológico a reconhecer e eliminar as células tumorais. Embora ainda não estejam disponíveis para uso clínico, os resultados preliminares indicam um potencial promissor.
  • Terapias com células T adaptadas: essa técnica utiliza células T do próprio paciente, que são geneticamente modificadas para combater o tumor com maior eficácia. Apesar de ainda não ser amplamente aplicada no câncer de mama, avanços significativos em outros tipos de câncer indicam um potencial para essa abordagem.

A indicação da imunoterapia depende do subtipo do câncer de mama, da presença de biomarcadores específicos e da resposta ao tratamento inicial. Conheça nosso guia completo sobre o tratamento do câncer de mama!

Quem pode se beneficiar da imunoterapia no câncer de mama?

Nem todas as pacientes com câncer de mama são candidatas à imunoterapia. A indicação depende do tipo de tumor e de suas características biológicas.

Essa abordagem costuma ser mais eficaz em casos de câncer de mama metastático triplo-negativo, especialmente quando há alta carga mutacional ou expressão do marcador PD-L1, fatores que indicam uma melhor resposta ao tratamento.

A imunoterapia também pode ser utilizada em tumores iniciais maiores que 2 cm ou com linfonodo axilar positivo. Nessas situações, ela é combinada com a quimioterapia antes da cirurgia, no chamado tratamento neoadjuvante, aumentando as chances de resposta ao tratamento.

A definição do tratamento ideal deve ser feita em conjunto com sua oncologista clínica para garantir a melhor abordagem para o seu caso. 

Perspectivas da imunoterapia para outros subtipos de câncer de mama

A imunoterapia tem sido amplamente estudada no câncer de mama triplo-negativo, mas pesquisas recentes indicam seu potencial para outros subtipos da doença. Os avanços nesse campo podem ampliar as opções de tratamento e melhorar os resultados para mais pacientes.

Câncer de mama HER2-positivo

No câncer de mama HER2-positivo, novas terapias têm demonstrado resultados promissores. Uma delas é o trastuzumabe deruxtecano, um conjugado de anticorpo e droga que combina um anticorpo monoclonal a um agente quimioterápico.

Essa abordagem direciona o tratamento especificamente às células tumorais, aumentando a eficácia e reduzindo os danos às células saudáveis. Estudos indicam que essa estratégia melhora a resposta ao tratamento e a sobrevida em pacientes com doença metastática.

Câncer de mama luminal

Para pacientes com câncer de mama luminal, que expressa receptores hormonais, a imunoterapia está sendo estudada como um complemento às terapias endócrinas. Pesquisas buscam identificar biomarcadores que possam prever a resposta ao tratamento, possibilitando abordagens mais personalizadas.

Embora os primeiros resultados sejam encorajadores, mais estudos são necessários para confirmar sua eficácia e definir as melhores combinações terapêuticas.

A evolução da imunoterapia abre caminho para novas possibilidades no tratamento do câncer de mama, trazendo esperança e alternativas mais eficazes para diferentes perfis de pacientes.

Imunoterapia no câncer de mama: essa opção é para você?

Cada caso é único, e a indicação da imunoterapia depende de fatores como o subtipo do tumor e a resposta aos tratamentos anteriores. Se você deseja entender suas opções e avaliar se essa abordagem pode fazer parte do seu tratamento, agende uma consulta comigo. Estou aqui para oferecer cuidado, informação e acolhimento nesse momento.

Dra. Anezka Ferrari
Oncologista Clínica
CRM-SP: 124895 | RQE: 121013

Leia também:


O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.